quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Biafra
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
O que os homens querem?
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Procura-se um Zé
POR JOSÉ ROBERTO TORERO
Caro João, caríssima Maria, eu vos pergunto: Qual o nome mais comum entre os jogadores do Brasileiro? José, certo? Errado. Totalmente errado. Os Zés hoje são uma raridade. Pelo menos no futebol.
Para ter certeza disso, fui ver como são chamados todos jogadores de todos os vinte times. São mais de 600 atletas, e entre estes encontrei apenas três zés: Zé Luís, do São Paulo, Zé Roberto, do Flamengo, e um cândido Zé, sem nenhum acompanhamento, que joga no Sport. Isso significa menos de 0,5%. Até aqui, na redação de Esportes da Folha, há mais Josés, como eu, o Geraldo Couto, o Carlos Kfouri e o Henrique Mariante.
Antigamente todo time tinha pelo menos um Zé. Ele podia vir acompanhado de outro nome, de um apelido, no diminutivo ou no aumentativo, mas toda escalação tinha um Zé. Tanto que, fazendo um pequeno esforço de memória, rapidamente consegui fazer uma seleção de Zés, uma zeleção.
Ela começaria com o goleiro Zé Carlos, do Flamengo (com Zecão, da Portuguesa, na reserva). Na lateral direita teríamos o Super Zé¸ que era o apelido de Zé Maria, do Corinthians (na reserva, os tricolores Zé Carlos e Zé Teodoro). Na zaga, Zé Eduardo, o viril zagueiro corintiano, e Zé Augusto, daquele célebre time do Bahia que tinha Sapatão, Baiaco e Beijoca. Na lateral esquerda, fiquei em dúvida entre Zé Carlos Cabeleira, do Santos, e Zeca, do Palmeiras. O meio de campo seria uma moleza: teríamos Zé Mário, do Vasco, o excelente Zé Carlos, do Cruzeiro e do Guarani, e Zé Roberto, talvez o melhor jogador da história do Coritiba. Na reserva, outros Zés, como o Elias, o do Carmo e o Renato. O ponta direita seria, Zequinha, ex-Botafogo e São Paulo, o centroavante poderia ser o veloz Zé Alcino, que jogou pelo Grêmio com Paulo Nunes, e na ponta esquerda entraria Zé Sérgio, campeão paulista pelo Santos em 1984. Para técnico há uma infinidade de opções, mas fico com Zezé Moreira, que é zé duas vezes. O árbitro? José Roberto Wright. O narrador? José Silvério, é claro.
O nome José era o símbolo do homem comum, normal. Mas hoje, ironicamente, os Josés são artigos de luxo. Se Drummond fosse escrever seu célebre poema por estes dias, teria que chamá-lo de “E agora, William?”
Acredito que esta escassez de zés ocorre por dois motivos. O primeiro é que as famílias de classe baixa há algum tempo vêm demonstrando uma inclinação por nomes estrangeiros. O “José” tornou-se um sinônimo de simplicidade, até de pobreza, e parece que querem mascarar estas coisas colocando alguns dablius no começo dos nomes e terminá-los com “son”, o que sempre dá um ar americano.
O segundo motivo é que os próprios jogadores tentam evitar o “Zé”. Talvez acreditem que é um nome de pouco apelo mercadológico. Por exemplo, Kléberson, do Flamengo, é José Kléberson, mas preferiu ficar só com o segundo nome. E o artilheiro do Náutico chama-se José Carlos, mas preferiu trocar o José por Bala e virou Carlinhos Bala.
Enfim, atualmente ninguém aceita ser mais um José, ninguém quer ser considerado um simples Zé. Hoje em dia todo mundo é diferente. Todo mundo é William.
Texto roubado do blogdotorero.blog.uol.com.br e publicado hoje na Folha de S.Paulo
PS: Em homenagem ao meu Zé preferido que é o Zé Dito, e também bate um bolão.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Seja feliz sendo bobo
POR THAÍS MACEDO
O mundo anda muito chato em sem imaginação.
A política desanima com a balada do Sarney inabalável, tem a gripe suína (o primeiro nome é o que pega, agora não me venha com H1N1… da próxima façam como os policiais federais e percam mais tempo inventando nomes), o Carlinhos fora da Fazenda – um minuto de silêncio pela futilidade – e o Dado ganhando. Enfim, fica até difícil ser feliz. Aliás pra ser feliz atualmente, tem que seguir a “cartilha da felicidade”, que ensina a comer comidas saudáveis, arrumar um homem bom e trabalhador, mas que seja rico, sorrir pro sol, abraçar uma velhinha e um monte de obrigações.
Por isso, em prol de um mundo mais lúdico e alegre vamos criar a campanha Seja feliz sendo bobo. E não aquele bobo que toma chifre da namorada ou que toma calote do cunhado, e sim o bobo alegre, essa figura que tanto colore o mundo.
A ideia é você ser feliz fazendo coisas que todo mundo acha que são bobeiras, cafonas, ultrapassadas. E o melhor da campanha, é que você quem define o que te faz feliz, tipo a propaganda do supermercado. Quer contar a piada do “é pave ou pa comê”? Faça, fale pra sua mãe porque ela com certeza vai rir; quer brincar de esconder toda vez que ver (vir?) um carro de polícia? Siiiimmmm vai fundo. Busque aquele lado que só aparece quando bebe, e o melhor sem beber.
Cada um sabe o que diverte si mesmo. Libere-se das amarras sociais e seja Tarso Cadore por um dia. Lamba o molhinho que sobra no prato, faça o moonwalk na balada, dê susto em alguém e se mate de rir, cante uma música da Xuxa alto ao lado de alguém no elevador, use meias azuis, mesmo que ninguém veja. Liberte a imaginação!
Vamos acabar com a chata ordem social por alguns momentos, seja transgressor. Mesmo que uma vez na vida, por poucos instantes. O mundo precisa da loucura boa, criativa, colorida, o mundo precisa de fantasia. Quando possível é bom soltar o corpo e a mente.
A única restrição da campanha é que a sua felicidade não pode atrapalhar a do outro, não seja mala, mesmo que isso te faça feliz.
De resto, faz-o-que-tu-queres-pois-é-tudo-da-lei.
sábado, 15 de agosto de 2009
Estou parecendo uma criança com brinquedo novo, ADORANDO.
Resisti o quanto pude, mas se você, assim como eu, não resistir à essa moda me siga:
www.twitter.com/thata_macedo
Prometo tentar escrever mais aqui... mesmo com minha nova diversão, os atrasos não vão passar do "de sempre"
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Carne, unha, alma gêmea. Bate coração.
POR THAÍS MACEDO
Existe amor pra vida toda?
Não estou falando de amor de pai, mãe, família, amigos e cachorro, ou se você preferir, gatos. Estou falando de amor entre homem e mulher, existe amor de homem e mulher, pra vida toda?
Se você veio até aqui ler a resposta irei te decepcionar, caro leitor. Não sei a resposta, aliás acredito que não exista uma resposta correta, e como tudo na vida, essa teoria também depende de um referencial.
Eu, por exemplo posso acreditar que sim, pois meus pais são casados há trinta anos e sou testemunha de que eles ainda se amam. E trinta anos juntos já vale o status de “vida toda” mesmo ainda com muito chão pela frente.
Mas se tomar por mim, sem as referências que me cercam, será que eu amarei alguém pra vida toda? Isso é possível?
Bom, vamos torcer pra que sim né, pois a vida fica muito mais fácil quando é levada em dupla mas acho que não podemos nos prender à isso. Se você não encontrou a metade da sua laranja, a tampa da sua panela, não se desespere. Ainda temos aquelas opções lá do começo do texto, os pais, a família, os amigos e o gato/cachorro.
Cerque-se de amor e ele virá de alguma forma e você, se for inteligente, saberá aceitá-lo como ele é, isso sim é amor verdadeiro, isso sim é amor pra vida toda.

